domingo, 28 de novembro de 2010

Olhar para trás?

E um dia ele largou
dessa vida de ardores
lamentando ele saltou
dum prédio de mil andares.

Lágrimas o abandonaram
cedendo para o alto,
mágoas suas que discorriam
vendo tamanha sua sina.

Ele não muito esperou
até atingir lá o fim
sua alma era deserto
seu futuro triste e certo.

Embora o chão ele via
não podia assim tocá-lo
quando mais se aproximava
mas tudo era tortuoso.

Agora tudo era vinho
uma cor mais calorosa
tudo era tão vermelho
sua morte impetuosa.

Apenas quando teve cabo
uma vida de miséria
foi quando recordou acordado
uma alegria muito interna.

Não podia mais sorrir
seu gênio definhado
e por mais sem desistir
já estava bem pregado.

todavia ali a pá,
para que alguém a utilize
uma pesada lembrança
uma nova longitude.

Mesmo assim ele não pede
para ninguém o amparar
pois ao pedir sempre se excede
ele não quer mais implorar...
Ele não vai mais implorar.

O Rei Poeta

São Paulo, São Paulo...

Amo esta cidade... Embora seja pesada, mal-dita, cinzenta... Despedaçada
Amo tanto esta cidade... Pode ela ser falecida, torcida, bruta
Amo sim, esta urbe... Ela vive enquanto morro, no morro, urro por socorro
Amo esta cidade... Que onde só vague, brilha bela lua me varre, marcado e trepido sofre o tempo...

Amo meu teto... Mesmo longe do mar, sozinho ou junto possa estar... Sorte? Não me negue.


O Rei Poeta

Despedida...

Fumei o último cigarro... Chorei a última lágrima...
Penei o último segundo e recordei a última lástima.

Me orgulhei pela última vez, procurei a última saída,
abri a última porta, esfomeei pela última escassez...

Tentei a última dificuldade, contei o último segredo,
dei o último sorriso, e olhei a última cidade.

Foi só então que me dei conta da última história, me dei conta de que sou tudo isso, e mais um pouco. Foi então que olhei para cima pela última vez, e virei meu rosto.
Foi então que me apercebi de que estava tudo no passado, e iniciei o último recomeço.

O Rei Poeta

Lua que renasce


Peço apenas outra lua que me adore e acalme
passo a noite pela rua
assim peço então um salve.

Digo: A alma é melhor viva e crua
do que sombra fria e nua a tristeza, o abandono
velhos e levados beijos.
Portanto hoje me renovo
imagino-me a voar
pelas luzes das estrelas
pois não há melhor lugar.

Futuro então será nadar

toda a noite, todo o dia,
vasto escuro, lindo mar...
Onde encontro harmonia.

O Rei Poeta

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Voe mais alto então!

acompanhe-me nesta nova trajetória,
aqui, onde só chora quem não olha,
mas chora quem lê também,
aliás, sofre quem chora por outra hora,
quando a mesma já passou, foi embora.

Assim, meus caros amigos, recomeço toda a história.

Mas o começo é o fim, ou o fim, o recomeço, onde conto a mesma glória,
e ela é mais ou menos assim:

Então voe, voe alto, simplesmente porque...
Você pode voar.
Voar... Voar... até que todas as dores,
toda e cada uma delas,
tornem-se flores,
magníficas flores.

Então posso afirmar
ontem, na hora do jantar, ou um pouco mais tarde,
descobri um novo rumo, noturno, diurno,
não importa.
Mas voltei, e volto logo, caio ao fogo
e retorno.

O Rei Poeta

Fumaça do cinza veludo

Velado seja o sentimento,
que rege e rasga o ódio.
Saia e siga o vento,
fumaça, cheiro sórdido.

Brisa, ando e amo o tempo,
que de muros altos urra.
Celebro cada momento,
dessa tão louca loucura.

Ah, como tudo é lindo...
Como eu amo a vida!
Forte é tudo o que sinto,
temperança sutil e divina...

À tudo, todos eu amo,
o mundo, onde vivo e traço,
solto, liberto e insano.
Sou e sinto, sempre um pouco do que faço.

O Rei Poeta

Evolução de um Rei Poeta

Criar a tal criação,
Sem nenhuma aversão,
tão são... tão são...

Aquela vida acerta
minha linha concreta,
deserta, deserta.

E por fim amar o arauto,
que vem trazer o lauto,
do homem que vem descalço.

Trago hoje o recém.
À tudo e todos,
quero apenas o bem.

Antes fui um Rei antigo,
hoje me faço novo,
hoje me faço vivo.
Vida nova, que agora então eu louvo.

Antes não fui amigo,
hoje então eu rogo.
Ah, então eu peço,
que todos roguem comigo!

Paz é o que trago,
suave vida eu canto.
Paz de mim eu faço,
deito em zeloso manto...

O Rei Poeta

sábado, 20 de novembro de 2010

Canção, Melodias

A letra é maravilhosamente triste,
A melodia, tristemente alegre.
A Harmonia justifica o que existe,
para que a dança não quebre.

Modifica, o rumo de meu dia...
E direciona, o brilho do olhar.
Persuade, em voz clara e fina,
posiciona tua boca a cantar.

Certas canções mudam nossas vidas,
por mais tristes e dramáticas,
passamos a amá-las.
Literais ou até grandes metáforas.

Então ouço e amo,
ouço e posso aproveitar,
cada pequeno momento,
cada respiro de ar...

O Rei Poeta

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Pouso Final.

Voe, voe alto, simplesmente por que...

Você pode voar.
Voar... Voar... Até que todas as dores,
Todas elas, tornem-se flores.
Magníficas flores.

Pode até ter cara de fim do mundo, mas não é. Na verdade é parte de um novo início. É só uma ferida estranha e nova, do tipo que aqueles que "sentem" de forma parecida comigo costumam sofrer em algum ponto da vida.
Deixe que o tempo te ajude a curar tuas feridas...
Assim como um corte externo, as dores internas também saram.
Podem até, dependendo da força mental, do contexto de vida e estado de espírito, se curar bem mais rápido do que os machucados que sangram.
Portanto este choro que não quer sair? Segure-o, segure-o mais um pouco, não tenha medo de pelo menos agora, tentar controlar tudo, não tema o futuro, quanto mais poderosas as ações, mais poderosos os bons resultados, e se forem ruins consequências, mais fracas serão.
Então repare tuas emoções!
Pode até parecer terrível, parecer que não há como lidar, mas não se esqueça de que criatividade é tudo, pode te levar longe, pode surpreender, de que os momentos são diferentes, as reações são sempre novas, e sempre, sempre há uma nova chance. Pode ser no caso de um amor, uma chance com a mesma, ou outra pessoa. E em ambos os casos, pode ser perfeito, maravilhoso.
Então tire esta dor de dentro de ti!
Pois este é o meu conselho para os corações partidos. Guarde tuas lágrimas para um outro momento, ao invés de desabar agora diante de tanta tristeza e sofrimento, guarde-as para chorar mais tarde, use-as para algo melhor, mais bonito, chore de alegria!
Nunca acredite ter perdido tudo! Pois até o despenhadeiro mais tenebroso pode ser escalado.
Outros podem te amparar, sempre! E eles talvez nem precisem estar perto para isto, apenas pense em quantos existem que te amam, ou que podem vir a te amar! Ou pense em quanto os poucos que se importam contigo te gostam!

Pire, e pela primeira vez deixe-se salvar apenas pelo admirável mundo que existe em sua mente! Existe amor lá dentro, existe prazer por todos os cantos de seu intelecto, e existe uma aptidão que todos têm, pode parecer complexo de dominá-la, mas todos têm.
A habilidade de converter os piores dos pesadelos nos mais belos sonhos, e isto é... Majestoso.
Cada homem é o Criador de si próprio, dentro de cada reflexão existe o poder de apagar e recomeçar um sentimento, podendo entender melhor o que se passa naquele momento! Os sentimentos mais fortes ainda são mais fracos do que a força da razão.
Então seja forte e acredite nisto, transforme a profundidade de sua dor em uma forma de recomeço, amasse-a e sinta suas próprias dores compondo uma nova força, uma resistência, e dê um novo inicio para sua consciência.
Dentro de ti há a força de se tornar em outra pessoa, de experimentar novas personalidades, de perseguir novos sonhos, não se esqueça disto!
Acordem irmãos e irmãs, sejam fortes, se descubram novamente, pois de certa forma, devem estar se enxergando aqui, justamente porque tem isto tudo dentro de si!
Logo, acorde, recomece, viva, conquiste!
Pois este momento, assim como todos os outros que se passaram, não é o último, muito menos mais difícil do que você tem capacidade para aguentar.
A dor que eu senti desapareceu... Escrever isto tudo, pensar em quem me ama, em quem eu amo... Me revoltar um pouco, e me ver mostrando este texto para todos, e a quem precisa dele, principalmente, afastou minha angústia.
Portanto se você está lendo e se sentindo, de qualquer forma, ajudado, saiba que eu te agradeço e te amo por isto, saiba que me fez e faz um enorme bem.
Assim sendo, esta noite tente dormir de forma tranquila, deixe o tempo te ajudar a curar tuas feridas, e lembre-se, tua maior esperança tem início em ti mesmo!

Então voe, voe alto, simplesmente porque...
Você pode voar.
Voar... Voar... até que todas as dores,
toda e cada uma delas,
tornem-se flores,
magníficas flores.



O Rei Poeta

Platonico

O que eu fiz... foi certo?
Mostrei o que sinto
Porém ainda não minto...
Foi certo?

Assim eu despejo
Procuro um desfecho
Que não me deixe na mão...
Que seja lindo, este trecho

Ela não me deixou,
Porém não me aceitou...
Ela não me negou
Ainda não me largou

Rimo verbos,
Pois em pânico estou
Não existe facilidade porém,
No que o amor conquistou.

Pois no passado pude ter
Este tipo de prazer
Quando era preciso
Pude te conhecer...
Larguei de muitas coisas
Mas agora indeciso,
Não pude desistir
Neste momento conciso
Te fazer... desaparecer.

Mas não minto, não minto
Amo-te demais, é instinto,
Este peso tão sucinto,
Racional porém extinto...

Não conheço mais a mim
Entretanto tanto quis
Que a resposta fosse sim,
Queria ter tentado antes...

Mas mesmo tudo isto
Não dissolve meu tal vício
De continuar tentando
E descobrir um outro ofício
Outro modo de tentar
Algo que possa me salvar...
Qualquer palavra que dê paz
Qualquer respiro que dê ar...
De crença, não vou me cansar...

E mesmo se eu cair, saiba que,
Dentre todas as dores,
Perdidos os amores,
Existem salvações,
Sei que de futuro meu, muito existe

E ainda te amarei,
Não sei como vai ser,
Não sei o quanto vou sofrer
Até perder eu tentarei,

E juro muito te amar,
Caso tudo dê certo,
Mesmo que difícil de encaixar
Existe aquilo que é lerdo,
Mas é algo que acontece,
é... não consigo me calar,
ainda assim não desespere,
sou ainda aquele que merece,
que te faz se lembrar,
do que a vida carece...

ainda sou mais um,
que te ama dentre muitos,
queria que não tivesse nenhum,
queria ser tua soma, nós dois juntos,

Linda, não esqueça,
Vou te amar como quiseres,
Não importa o que aconteça,
A vida tem momentos célebres,
que se tornam num poema...

Poemas nos quais eu sofro,
Nos quais eu tento dizer
Poemas nos quais socorro,
Meu dolorido jeito de viver
Por temas que eu amo,
Temas sóbrios de escrever,
Deixe-me deixar de ser tolo.
Vou então para a última estrofe,
O último conjuntinho,
Penso nas últimas rimas, catástrofe,
Pois tudo em que penso é...
Sem ti, sempre estarei sozinho...

O Rei Poeta

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Olhando para o céu

E perco o sentido. Minha vida... Neste fim de semana, transformou-se totalmente, sem motivo aparente.

Parece que me foi injetado algo, uma leveza, diretamente na alma... E eu não sei defini-la.
Certas ideias, esperanças, surgem, outras se esvaem, abrindo espaço para o novo amanhã. Um pouco de luz, nova energia, e tudo gira mais rápido, mais preciso. Não escrevo para ser entendido, escrevo para me entender... Portanto peço o perdão dos leitores para com este texto, este... Desabafo.

Concretamente algumas coisas realmente mudaram, tenho novas aberturas, responsabilidades, destinos. Mas a estranheza da situação vem de dentro, após acontecimentos que aparentemente não mudariam em nada o meu jeito de ser, eu sou um novo eu.

Desejo um dia maravilhoso para todos, nesta segunda feira ensolarada e quente, e desejo do fundo do meu coração, da realidade por trás da máscara de um Rei Poeta, felicidade, paz e harmonia.

O Rei Poeta.

domingo, 7 de novembro de 2010

Vidas, vidas que passam...



Vida, vida que desencanta...
Aparição divina,
porém é a minha sina...
De não saber cantar.

Memórias, memórias que me percam,
não recordo de meu ego,
e é este tipo de frase,
sozinha, difusa, que nos aproxima.

Nascemos separados, eu e você.
Era para sermos irmãos, éramos para ser.
Mas agora já é tarde, só lhe ofereço minhas mãos

Siga-me, siga-me sim,
até onde o mar alcança as lágrimas.
Te levarei para onde não existem mágoas,
o mundo irá nadar, comigo, assim...

O Rei Poeta

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Acordo Com o Diabo

Pelo que apenas falei, ouvi,
Já posso me despedir dos problemas.
Nesta vida já chorei, sofri,
mas vou enfim resolver meus dilemas.

O que o dito fala é sempre relaxante.
Suas palavras atingem a alma.
E gélida sensação de esforço recompensante,
que quando acaba, não sobra nada.

O que o dito promete nos dá glória sobre a vida.
Glória porém irreal, glamorosa e fútil.
Pois na verdade somos nós homens,
parte dum todo inútil.

Após divina e demoníaca promessa,
que vem das poderosas e convincentes palavras...
Do anjo da luz que me apressa,
a logo aceitar suas letras.

Diz ele que em dois dados anos,
Terei eu minha amada.
Diz também que sem desencantos,
Terei eu uma fortuna.

Satisfeito sei que estou,
mas não dura muito tempo.
Logo após um grandioso show...
Não adianta nenhum apelo.

O Dito Cujo sai do bar,
deixa-me a conta pra pagar,
suas mentiras que me sofrem,
são dívidas pelos que paguem.

Não só eu, mas todo o povo,
sofre nas mãos do diabo.
E sem tempo, nem socorro...
Esquece tudo que foi falado.
O Rei Poeta